Atualizado 06/12/2018

Protetor solar vegano é produzido em Santa Catarina

Além da matéria-prima utilizada, produto não é testado em animais

Produtos veganos estão se tornando hábitos e deixando de ser consumidos apenas por um seleto grupo de pessoas. Atualmente, quem está preocupado com os danos ao meio ambiente também tem atentado às substâncias presentes naquilo que consomem. A onda de redução do consumo de canudinhos é um dos exemplos de atitudes que deixaram de ser apenas de grupos eco sociais.

 

É nessa tendência que uma empresa de Garopaba, litoral sul catarinense, decidiu entrar no mercado com um protetor solar de ingredientes naturais, vegano, livre de parabenos, alumínios e sulfatos, hipoalergênico, gluten free, não testado em animais e, ainda, com embalagem reciclável. Uma série de rótulos que, até então, eram restritos a um público e hoje ultrapassa a barreira do estereótipo.

 

— Conhecemos fora do Brasil uma grande movimentação para o uso de produtos não nocivos para a pele e para o meio ambiente. Foi onde nós, como amantes da natureza e da prática de esportes ao ar livre, decidimos desenvolver um produto para hidratação e proteção solar natural e vegano, colaborando com o processo de conscientização das pessoas na harmonização entre os cuidados com a saúde corporal e a preservação ambiental — afirmou Gabriel Colombo, responsável pelo marketing da marca.

 

Em parceria com uma empresa de biotecnologia vegana, localizada em Criciúma, o produto foi criado dentro de todas as normas exigidas pela Anvisa.

 

— Procuramos na natureza ingredientes que trazem uma composição rica em vitaminas para hidratação da pele e com proteção solar física a base de Zinco (mineral), que cria uma barreira refletiva dos raios UV, sendo mais resistente na pele.

 

A presença do Zinco na fórmula é o que garante a proteção solar. O produto no mercado já tem FPS estimado entre 30 e 35, e novos testes estão sendo realizados para a liberação de produtos com FPS 50+.

 

Para o dermatologista Jorge Librelotto, os protetores solares convencionais são os mais indicados, já que os 100% naturais ainda estão sendo estudados. Mas reconhece que é possível fugir dos protetores solares químicos para quem quer uma proteção mais perto do natural possível.

 

— Pela preocupação com ativos potencialmente prejudiciais, com o acúmulo no ambiente e os testes de produtos em animais, tem surgido algumas opções interessantes, ainda que restritas. Nesse cenário, os principais selos que devemos procurar são os livres de parabenos, sulfatos e cruelty free.

 

Entretanto, o especialista alerta que produtos caseiros são contraindicados.

 

— Não é nada indicado fórmulas caseiras, que podem ter o efeito contrário. Apesar de existirem algumas imagens que mostram o suposto FPS de óleos naturais circulando na internet, não é bem assim que funciona. Alguns óleos vegetais têm FPS (10) mas não existem testes sobre o quanto esse FPS é real quando passado na pele. Quanto tempo esse FPS dura já que óleos vegetais são fotossensíveis?

 

Alerta que também é feito por Gabriel Colombo, responsável pela marca do produto natural no mercado.

 

— Lembrando que um produto com proteção solar natural não necessariamente precisa ser artesanal, ele pode ser industrializado desde que sua composição seja com ingredientes que se encaixem nesse conceito. É importante que as pessoas utilizem produtos que foram testados e aprovados pela Anvisa, evitando a exposição ao sol sem a proteção adequada e minimizando os riscos de doenças de pele.

Fonte: Diário Catarinense
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