Atualizado 28/03/2019

No finzinho, Chapecoense vence o Criciúma em jogo de ida pela Copa do Brasil 2019

Em jogo marcado por homenagens para Rafael Henzel, que morreu na véspera, Verdão vence por 3 a 2 diante do torcedor

Novamente a Chapecoense demonstrou que pode superar a dor. Na quarta-feira enlutada pela morte de uma figura da reconstrução de clube e de Chapecó após a tragédia de 2016, a Chape venceu o Criciúma. A vitória por 3 a 2 na Arena Condá virou homenagem ao narrador Rafael Henzel, sobrevivente do acidente aéreo envolvendo a delegação verde e que morreu na véspera vítima de infarto. Foi um triunfo com requintes de fazer o narrador explodir em alegria. Afinal, o Verdão ganhou com um gol no finzinho e chorado.

 

O Criciúma teve um primeiro tempo de testemunha das manifestações e da própria partida em Chapecó. Depois de ir para o intervalo com revés por dois gols de vantagem, alcançou o empate em um intervalo de apenas três minutos. No entanto, em uma bobeira no final, se complicou. Vai ter de vencer por dois gols de vantagem o jogo de volta, dia 10 de abril, no Heriberto Hülse, para poder se classificar. Triunfo tricolor com apenas um tento a favor leva a definição para os pênaltis.

 

O próximo compromisso dos times é pelo Campeonato Catarinense 2019, ambos no domingo. Às 16h, o Carvoeiro vai estar em Blumenau para enfrentar o Metropolitano. Já a Chape continua na Arena Condá para o duelo das 18h, diante do Brusque.

 

Balões brancos e um minuto de silêncio sepulcral. Antes de a bola rolar, times e os 6.059 torcedores na Arena Condá homenagearam o narrador Rafael Henzel, sobrevivente do acidente aéreo envolvendo a Chapecoense em 2016 e que morreu na véspera, vítima de infarto enquanto jogava futebol com os amigos. A Chape pediu o adiamento da partida, por conta do episódio, mas foi mantida e demorou a de fato começar. Os primeiro 10 minutos foram lentos. Na sequência, um arremate para cada lado que não tiveram a direção do gol, com Gustavo Campanharo para o mandantes e Reis pelo Tigre. Everaldo passou aparecer como finalizador pelo lado do Verdão. Aos 22, ele quase encontrou o fundo das redes. A cobrança de falta ensaiada terminou com o arremate dele da risca da área que Bruno Grassi se esticou e só torceu para a bola passar rente ao poste.

 

Mas seis minutos depois, a Chapecoense abriu o placar pelos pés de outro jogador. Elicarlos arriscou de longe e o foguete lançado ricochetou na grama e explodiu a tranca tricolor. A Chape passou a controlar ainda mais a partida e tentava sem causar perigo. O Criciúma não conseguia ir além dos chutes de longe, que também não assustavam. Então, o time da casa conseguiu encaixar uma jogada – e contar com falha da defesa tricolor – e ampliar. O cruzamento de Eduardo aos 38 foi mal afastado por Derlan. Virou ajeitada para Campanharo encher o pé e as redes. Na comemoração, tomou o microfone de um radialista atrás do gol e homenageou Henzel. Do intervalo, os times voltaram sem alterações.

 

A Chapecoense não voltou com a mesma pegada da etapa inicial, mesmo com a entrada Bruno Silva na vaga de Aylon para renovar o fôlego ofensivo. O Criciúma esteve na mesma até a estreia do atacante Vinícius. Depois que ele entrou na vaga de Daniel Costa, aos 20, o jogo mudou em favor dos tricolores. Foi dele o toque para o meio da área, após escanteio, que o zagueiro Sandro completou para diminuir. Três minutos depois, o desperto Tigre chegou ao empate. Também pelo lado esquerdo, Caíque cruzou para Bruno Cosendey botar dentro, novamente de cabeça. Os times fizeram mais uma alteração cada por volta dos 30. O Verdão deu novo gás ao meio com Diego Torres e o Carvoeiro renovou a marcação com Jean Mangabeira. Para tentar retomar a vantagem, o time da casa inseriu o atacante Lourency na vaga do volante Campanharo.

 

A reta final se desenhava de ataque contra defesa. Mas o Tigre travou os donos da casa com nova estreia. O volante Wesley apareceu na vaga do lateral-esquerdo Caíque. A grande chance do finzinho da partida ainda foi do Criciúma. Marlon mandou uma pancada no canto que exigiu grande defesa de João Ricardo. Quisera ele que entrasse, porque na jogada seguinte a Chapecoense decretou o triunfo. Bruno Grassi deixou escapar a cabeçada de Everaldo. A bola viva na frente da linha do gol teve o encontro de Lourency e Maicon, mas terminou dentro: 3 a 2.

 

FICHA TÉCNICA – Chapecoense 3 x 2 Criciúma

CHAPECOENSE

João Ricardo; Eduardo, Rafael Pereira, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Elicarlos, Gustavo Campanharo (Lourency) e Yann Rolim (Diego Torres); Aylon (Bruno Silva) e Everaldo. Técnico: Emerson Cris.

CRICIÚMA

Bruno Grassi; Maicon, Sandro, Derlan e Marlon; Zé Augusto, Bruno Cosendey (Jean Mangabeira) e Daniel Costa (Vinícius); Caíque (Wesley), Reis e Julimar. Técnico: Gilson Kleina.

GOLS: Elicarlos, aos 26 do primeiro tempo, Gustavo Campanharo, aos 38 do primeiro tempo, e Lorency, aos 44 do segundo tempo (Cha). Sandro, aos 20 do primeiro tempo, e Bruno Cosendey, aos 23 do segundo tempo (Cri).

CARTÕES AMARELOS: Márcio Araújo (Cha). Caíque, Sandro e Zé Augusto(Cri).

ARBITRAGEM: Daniel Nobre Bins, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (trio do RS).

BORDERÔ: 6.059 torcedores, para uma renda de R$ 12.730,00

LOCAL: Arena Condá, em Chapecó.

Fonte: Nsctotal.com.br
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